O e-book A flauta doce da cabeça ao pé é destinado a estudantes, profissionais e amantes do instrumento. Idealizado inicialmente como uma publicação que reunisse o conteúdo dos cursos de flauta doce oferecidos na Academia Virtual Arte de Toda Gente, o livro acabou agregando boa parte da experiência dos autores como professores e intérpretes de flauta doce,
Na primeira parte do livro, Conhecendo a flauta doce, o conteúdo é baseado nas características físicas, culturais e históricas do instrumento. A segunda parte, Parâmetros técnicos básicos, é dedicada à prática instrumental, com detalhamento dos pilares técnicos e a apresentação de recursos que costumam ser menos explorados no instrumento.
Esta série de dez estudos foi desenvolvida com o intuito de aprimorar algumas particularidades técnicas do bandolim, como a palhetada, a digitação, o tremolo, entre outras. O maior desafio deste trabalho foi apresentar estudos que equilibrassem a busca desse aprimoramento técnico instrumental e a liberdade da expressão artística, além de contribuir para a ampliação do repertório para o bandolim solo no Brasil.
O produto pedagógico de Vitor Casagrande é um trabalho objetivo e versátil, recomendável a todos os níveis técnicos de bandolinistas, autodidatas, estudantes em geral e professores do instrumento. Aproximando-se da escola italiana de bandolim através de uma proposta de refinamento da articulação nos movimentos de palhetada, o caderno de estudos de Casagrande fomenta o acesso ao aprofundamento técnico, contribui para uma formação mais sólida de novos bandolinistas brasileiros e enriquece a interface entre o estudo formal e informal do bandolim no Brasil.
O produto artístico do bandolinista Tiago Santos, Bandolim Polifônico de Dez Cordas (SANTOS, 2019), contém dez obras inéditas de sua autoria para bandolim de dez cordas solo (sem acompanhamento), registradas em partituras e arquivos fonográficos, reunidas em um caderno de partituras e álbum (CD), ambos distribuídos em streaming.
Elaborado e concluído durante o curso da turma de 2018 do Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS-UFRJ), é um trabalho experimental com foco na construção de repertório brasileiro para bandolim de dez cordas1
(doravante, aqui denominado simplesmente como B-10), onde o autor propõe uma análise dos recursos e das problemáticas do instrumento na elaboração musical de vozes independentes, caracterizadas como polifonia e tratadas de forma experimental nestas dez obras autorais: “Flamboyants”, “Nove de Frevereiro”2, “De Évora ao Rossio”, “Champs Elíseos”, “Prelúdio dos Anjos”, “Duas Ilhas”, “Sonata em Ré Menor”, “Acalanto”, “Descobrindo o Chão” e “Prelúdio em Dó”.
Acordes Horizontais constitui-se em um pequeno compêndio que reúne e propõe algumas maneiras de se estudar a execução de acordes na flauta transversal. O autor oferece linhas de raciocínio que transformam tais acordes em argumentos melódicos onde, contextualizados sob diversas situações musicais, passam a corroborar para o enriquecimento de um discurso melódico improvisado no âmbito da música popular brasileira e do jazz.
O autor ressalta que o objetivo primeiro deste trabalho é fomentar o desenvolvimento da potência criativa dos estudantes, inspirando-os a se aventurar por novas possibilidades fraseológicas calcadas no pensamento vertical dos acordes.
Trata-se de um método que conecta a escola clássica de estudo do instrumento com repertório de música popular carioca urbana. É dirigido a professores, instrumentistas profissionais ou amadores, estudantes, escolas e projetos sociais dedicados ao ensino da música.
Os diferentes papéis ou funções que o contrabaixo pode desempenhar, as demandas dos arranjos em geral, a participação nas diferentes formações e demais situações musicais que se apresentam a um contrabaixista, motivaram a elaboração dos estudos.
O método, na forma de estudos com escalas, arpejos, estudos melódicos e da linha do baixo, facilita a percepção, leitura e execução das músicas no instrumento. O material temático é explorado de diversos modos, para um bom condicionamento na função solista.
A autora apresenta uma série de doze arranjos de choros brasileiros populares para grupo de percussão, elaborados a partir de obras em domínio público. O choro é aqui compreendido de maneira ampla, abrangendo manifestações como tango, polca e valsa.
Cada arranjo – à exceção de Batuque, único para o qual não foi escrita parte opcional – possui uma ou mais partes que podem ser extraídas ou substituídas sem que isso altere a integridade do arranjo, proporcionando maior flexibilidade ao grupo.
Trata-se de uma coletânea eficaz para o estudo e prática do choro em grupos de percussão com diversas configurações.
Partes cavadas do Caderno de Choros para Percussão, de Paula Buscácio
O caderno de partituras traz a obra completa deste que é um dos mais importantes nomes do choro no Rio de Janeiro e no Brasil. Boa parte de sua obra é desconhecida e alguns de seus manuscritos, sobreviventes ao tempo, só puderam ser encontrados por pesquisa em cadernos de partituras de antigos chorões. Tais anotações foram primordiais para a sobrevivência de parte considerável do repertório de choro do século XIX.
O autor pesquisou também os acervos da Casa do Choro, do Museu da Imagem e do Som, do Instituto Moreira Salles, da Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional, do Arquivo da Banda do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMUB) e o do Acervo do Retiro da Velha Guarda, além dos cadernos do capitão João Jupyaçara Xavier, flautista, pioneiro do choro, que foi aluno de Joaquim Callado e que, em suas mais de mil páginas, preservou parte importante do repertório dos chorões do século XIX.
Everson disponibilizou ainda registros audiovisuais dos choros onde toca o oficleide, instrumento de Irineu, proporcionando assim um resgate completo deste instrumento e de parte importante de seu repertório.
Este compêndio pretende servir como um breve guia de possibilidades técnicas e sonoras para criação musical no cavaquinho brasileiro. A intenção do autor foi a de reunir, a partir de diversas fontes, uma paleta de modos de execução do cavaquinho que pudesse ser utilizada em composições, arranjos e interpretações musicais.
O foco do compêndio é o compositor/arranjador, que não necessariamente tem prática no cavaquinho e que então poderá conhecer um pouco do que este incrível instrumento é capaz de realizar sonoramente. O material disponibilizado beneficia também intérpretes interessados em conhecer e aplicar em suas interpretações alguns dos mais usados modos de execução para o cavaquinho brasileiro.