Radamés GNATTALI

Radamés Gnattali nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 27 de janeiro de 1906. Iniciou os estudos de piano com a mãe, Adélia Fossati Gnattali, depois prosseguindo com Guilherme Fontainha, já no Conservatório de Música da cidade. Ao mesmo tempo, praticou o violão e o cavaquinho tocando em grupos de música popular, bailes, cafés e cinemas. A transferência definitiva para o Rio de Janeiro se deu em 1931, onde se estabeleceu profissionalmente como pianista, compositor e arranjador nas rádios e estúdios de gravação. Sua formação como músico clássico foi fundamental para o enriquecimento dos arranjos populares, dando a eles uma sonoridade sinfônica. Ao mesmo tempo, aproveitou em sua obra procedimentos melódicos e harmônicos da música popular e do jazz. Sua produção é vasta. No terreno orquestral se destacam os inúmeros concertos para instrumentos como violino, viola, violoncelo, piano, harpa, bandolim, acordeom e harmônica. A série de Brasilianasé uma espécie de síntese da obra de Gnattali. Nela está refletida a riqueza da música brasileira em formações as mais variadas, que vão desde o piano e o violão solo até a grande orquestra sinfônica com e sem solistas. Outra série importante é a das cinco Sinfonias populares. Além do trabalho nas rádios e na música de concerto, Radamés Gnattali criou trilhas para o cinema, com destaque para os filmes Tico-tico no fubá(1952), de Adolfo Celi; Rio, 40 graus(1955) e Rio, Zona Norte(1957), de Nelson Pereira dos Santos; e Grande Sertão(1965), de Geraldo Santos Pereira. Faleceu no Rio de Janeiro em 13 de fevereiro de 1988.